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BAIXE O CHECKLIST COM OS HIGHLIGHTS DESTE EPISÓDIO E O RITUAL DO ESPELHO

Fico te mimando, né? Não resisti. Quero que você seja CEO da sua saúde e treinar seu cérebro a parar de te sabotar é um must pra isso! Bora?


“Ana, como ter propósito de vida?”

Escuto muito isso dos meus alunos, os Rituwariors (praticantes do meu método Rituario – Self care & Fun).

E aí depois de um tempo escuto isso:

“Eu acho que… o que eu achei que era meu propósito de vida, na verdade não é, porque tá muito difícil. Não deveria ser mais fácil?

Claro que deveria, se a gente tivesse sido treinado a aprender pelo amor e não pela dor, né?

A médica Dra Michele Haikal aos 24 anos estava no caminho do seu propósito de vida, quando apareceram 3 doenças autoimunes muito fodas. Uma delas mata 50% dos diagnosticados no primeiro ano.

Neste primeiro episódio do Podcast Vida ou Bula, ela comenta como essa crença, de que a vida tem que ser pela dor, contribuiu para o aparecimento das doenças.

E fica muito claro como estar no seu propósito de vida não garante sua paz.

A paz vem de dentro. E é o resultado da coragem de mergulhar no autoconhecimento e se responsabilizar por TUDO O QUE NOS ACONTECE. Seja bom ou ruim.

Nessa conversa sem filtros, além de conhecer a história inspiradora da médica Dra. Michele Haikal, que estudou em Harvard e superou as 3 doenças autoimunes, no final você vai lucrar com dicas simples pra botar o conhecimento na ação e realmente causar transformação na sua saúde.

Se você gostar deste Episódio e ele te inspirar de alguma forma, pelamor a gente quer saber seu principal insight!

Tira um print do podcast, posta nos Stories do Instagram e marca noiz: @dramichelehaikal @anamariasaadss. E você pode apoiar este Podcast, basta deixar uma avaliação. Nave Mãe te banha de GRATIDÃO!

Olha o que você vai ganhar com este Episódio 1 do Podcast Vida ou Bula seja CEO da sua saúde:

  • Como não desistir do que você quer, quando os obstáculos parecem um treminhão na pista estreita que tá forçando seu carrinho Mini Cooper pra fora do asfalto
  • Antidepressivos: por que mesmo sem melhorar as pessoas não param com o antidepressivo e, pior: quando param, muitas vezes pioram tanto que decidem que nunca mais vão parar 
  • Por que você precisa crer pra ver ao invés de ver pra crer, se quer fazer parte das estatísticas de quem vence doenças e vive bem
  • Por que a Espiritualidade não tem nada a ver com religião e como ela ajuda a gente a curtir e confiar na nossa jornada na bolota terrestre (terraplanistas sorry, not so sorry)
  • Por que precisamos urgente ressignificar a morte
  • Por que as merdas que acontecem na vida são merdas 

Dicas de #3 livros: 

  1. A coragem de não agradar de  Ichiro Kishimi e Fumitake Koga 
  2. Aprendizados da uber model Gisele Bundchen
  3. A Biologia da Crença do cientista Dr Bruce Lipton

Faça o Quiz de Autoconhecimento que comentamos no episódio: www.anamariasaad.com.br


Transcrição Episódio 1 Podcast Vida ou Bula: seja CEO da sua saúde com Dra Michele Haikal e Ana Maria Saad

Seu investimento semanal no seu ativo mais valioso. Ao invés de gastar, por baixo, só com remédios, em torno de R$110 mil em 10 anos pra apenas remediar doenças crônicas:

Autoimunes, hipertensão, obesidade, diabetes, doenças do coração, bronquite, asma, rinite, câncer, ansiedade, depressão…

Ficar 110 mil reais mais pobre pra não resolver seu problema e pior, ainda ter perdas imateriais imensuráveis, vem se atualizar e se tornar o CEO da sua saúde com:

A médica Dra Michele Haikal que superou 3 doenças autoimunes, uma delas mata em um ano 50% dos enfermos, fora o prognóstico que seria ficar com deformidades e acabar com as mãos inutilizadas.

Mas… ela superou as doenças. Fez residência em clínica médica,  se tornou dermatologista, chique estudou em Harvard, é expert em medicina estética, também fez especialização em ciências nutricionais e sempre é uma das palestrantes chave nos congressos nacionais e internacionais, dando treinamento pra seus colegas médicos.

E eu a impaciente Ana Maria Saad me tornei CEO da minha saúde em 2008, e em 2010 me curei de doenças que a medicina convencional dizia não ter cura só controle! 

Eu tive a infância destruída por abusos psicológicos e até sexuais do meu pai, ironia da vida ele era médico. Minha família disfuncional me deixou de herança uma grave depressão e ansiedade que trouxeram pânico, fobia social, compulsão alimentar e até despersonalização.

Perdi 20 anos pra essas doenças tabus, em 1999 tentei suicídio 2x aos 18 anos, até que em 2008 me tornei CEO da minha saúde e me curei em 2010, sem remédios. 

Em 2011 Fundei a ONG pensamentos filmados, indicada ao projeto generosidade da editora globo,  já evitei mais de 50 suicídios,  palestrei no TED talk, o oficial não foi no Tedx, e hoje  ensino meu método Rituario que reúne as 3 técnicas mais poderosas de gestão de stress e reprogramação mental, segundo a neurociência, ajudando mentes que não param a  meditar do jeito certo pra vidar e não só sextar.  

Não queremos insultar sua inteligência mas precisamos deixar claro: isso é um podcast, seu conteúdo não tem intenção alguma de substituir uma consulta médica. Antes de iniciar ou finalizar qualquer tratamento, procure um médico.

Você acha que se tiver no seu propósito de vida seus problemas acabaram? Muitas vezes a gente fica se pondo pra baixo com crenças tóxicas: ah eu não trabalho com que gosto, meu negócio ainda não deslanchou, eu sou novo demais ou eu comecei tarde demais. 

Achando que se conseguir o que quer, se trabalhar com o que quer vai ser arco-íris com potes de ouro no final e nosso meio de transporte vai ser um unicórnio alado, tipo da miga She-ra, lembra da She-ra? 

Não sei se ela é irmã do He-man, ah eu amava a She-ra, morria de inveja do Ventania, que é o unicórnio alado dela.

Ana Maria: foco!

Essas crenças tóxicas, elas sinalizam o quê? Que a gente tá numa mentalidade da escassez, que é resultado do hábito de focar no que a gente não tem, porque aí inconscinetemte a gente gera uma desculpa do porquê a gente se sente mal e sofre.

E o que isso tem a ver com a saúde? Tudo. 

A gente passa a maior parte do tempo fazendo o quê? Trabalhando, mesmo os donos e donas de casa trabalham pra kcta. E se a gente não aprender a desenvolver uma relação saudável com o trabalho, a gente vai adoecer.

Porque  olha só: a Dra Michele Haikal, a gente vai falar da historia dela nesse primeiríssimo episódio do nosso Podcast Vida ou Bula, mesmo no propósito de vida dela, ela acabou adoecendo de 3 doenças autoimunes… 

Então bora ganhar os dividendos deste primeiríssimo episódio do podcast Vida ou Bula através da história da Dra Michele Haikal:

Alem de desmistificar essa história do propósito de vida ser garantia de falta de perrengues:

  • Como não desistir do que você quer quando os obstáculos parecem um treminhão na pista estreita que tá forçando seu carrinho Mini Cooper pra fora do asfalto

Spoiler: tem a ver com o equilíbrio das energias masculina e feminina, não importa se você é cisgênero, homem ou mulher, transgênero ou não-binário,, todos precisamos desse equilíbrio

  • Por que mesmo sem melhorar as pessoas não param com o antidepressivo e pior por que quando elas param, muitas vezes pioram tanto e aí decidem que nunca mais vão parar 
  • Por que você precisa começar a  crer pra ver ao invés de ver pra crer, se você quer fazer parte das estatísticas de quem vence doenças e vive bem
  • Por que a Espiritualidade não tem nada a ver com religião e como ela ajuda a gente a curtir e confiar na nossa jornada na bolota terrestre (terraplanistas, sorry not so sorry)
  • Por que precisamos urgente resignificar a morte
  • Por que as merdas que acontecem na vida são merdas 

Pega seu notes ou pedaço de guardanapo porque você vai querer anotar os insights que vai ter com este primeiríssimo episódio! E pegue seu fone de ouvidos, porque Dra Michele é elegante, quando ela fala palavrão glitters saem da boca dela, eu pareço um caminhoneiro. Peço perdão. 

Este podcast Vida ou Bula é desbocado!

But first, conheça nosso patrocinador: 

Eu mesma patrocino este Podcast Vida ou Bula!

Hoje eu não seria CEO da minha saúde se não tivesse aprendido o principal segredo pra ter bem estar e qualidade de vida: fazer minha gestão de stress diária. 

Pra isso, investi muito tempo e grana pra desenvolver um modo de usar com sucesso as 3 melhores técnicas segundo a neurociência

Daí nasceu meu método Rituario. para descomplicar pra vc criei o Rituario Guiado online um detox mental de apenas 21 dias

Você vai ter um plano de ação com missões incríveis pra aprender a organizar sua rotina, mesmo se não tem tempo, pra ficar unha e carne da Super Di, a disciplina libertadora pra formar esse hábito do Rituario onde você vai meditar do jeito certo ou aprofundar sua meditação se já medita. 

Pra ter uma rotina ET (Extra top) que vai te trazer não só autoconhecimento, mas a liberdade de se sentir bem na sua própria pele!

É 100% em Prol da ong pensamentos filmados

Os detalhes do Rituario estão na pag: www.anamariasaad.com/rg r de riqueza g de gostosa. Riqueza gostosa.

Beleuza creuza, Fica até o final pra receber a dica de investir na ação certa, botar o aprendizado que vc vai lucrar neste episódio na prática, porque conhecimento sem ação, coração, não causa transformação. E queremos que você se torne ceo da sua saúde. Começando este episódio em 4,3,2,1 já

Ana Maria Saad: “Doutora meu amor porque que você escolheu medicina?” 

Dra Michele Haikal: Meu Deus, porque escolhi medicina ficar mais atrás mesmo. 

Quando eu era criança meu pai é médico, né cardiologista. E aí quando eu tava fazendo o 1º ano, 1ª série da vida teve um trabalho de escola que era para a gente desenhar, pintar o que queria ser quando crescesse.

E aí eu falei que eu queria ser médica, e interessante curioso que eu falei que queria ser oftalmologista. E desenhei um olho e tal, e por quê?

“Porque o olho é muito bonito”, mas enfim era uma criança de 6, 7 anos falando, mas na época era isso. 

E aí como meu pai estava sempre no hospital, a gente ia no hospital pegar ele aquilo tudo, aí eu me interessava e falava que queria ser médica, e ele me levava junto para passar visita nos pacientes. 

E aí ele ia com estetoscópio, auscutava e eu achava tudo maravilhoso achava coisa mais linda do mundo. 

E aí foi passando o tempo, uma vez eu falei pra ele que não seria mais médica, eu era criança também, e ele perguntou “Por quê?”. 

E eu falei: “Ah porque hoje é seu dia, dia dos Pais e você tá de plantão”

Mas eu sei que o  inconsciente já tava com aquilo tão sério, fiquei tão brava com aquilo, enfim a hora que chegou a época do vestibular eu tinha a seguinte dúvida: ou ia ser arquiteta ou seria médica. 

Então a parte estética também tinha ver, mas por que aquela sensação gostosa com o belo, aquela sensação gostosa da beleza das coisas agradáveis, né!

Então tinha um pouco disso, e ao mesmo tempo a saúde pra mim sempre era muito fácil.

Então assim, meu pai me ensinou quando era pequena a circulação cardíaca: indo para o pulmão, indo para o resto do corpo, a parte direita do coração e a parte esquerda, e eu desenhava aquilo e explicava. 

Então os colegas dele chegavam lá em casa e ele falava: “Ela sabe a circulação cardíaca”. E eu ensinava.

Eu tinha uma facilidade para essas coisas que eram consideradas complexas na Medicina, né.

E aí eu pensei que não podia deixar isso, não podia jogar isso fora né! Então acabei prestando vestibular para medicina e nessa época eu já tinha certeza absoluta, porque de ser médica foi isso. 

Ana Maria Saad: “Você nem chegou a prestar arquitetura?”

Dra Michele Haikal:  Nem cheguei a prestar. Só a medicina, e aí foi assim desde o início, uma Paixão. 

Apesar de que, eu nunca ia imaginar que eu seria tão apaixonada pelo que eu faço. Nunca nem de longe, foi um presente da vida, um presente do universo 

Eu nunca imaginei que ia ser uma coisa tão forte na minha vida, e que depois de tudo que eu passei, ia ser um amor tão grande. 

Ana Maria Saad: “E como você decidiu a residência?”

Dra Michele Haikal: Aí foi diferente porque eu queria fazer cardiologia. 

E durante a faculdade eu era muito boa em cardiologia. Eletrocardiograma que era um negócio que ninguém sabia, eu sabia super e até hoje eu sei. 

E as coisas todas do coração, qual era a artéria, qual que pegava a dor aqui, tudo isso eu sabia e eu fazia todo ano todos os congressos de Cardiologia. 

E fui fazer a residência de Clínica Médica primeiro, para fazer cardio depois. Então eu fiz dois anos de residência de clínica primeiro. 

E aí nesses dois anos de residência de clínica, na época era obrigatório ainda fazer Clínica antes de dermato. Hoje em dia faz direto, mas na época era obrigatório fazer, que já faz tempo me formei em 2002. 

E aí fazendo a residência de clínica, o meu chefe era cardiologista e ele era muito severo muito rígido, e assim foi uma época muito difícil, muito difícil, muito estressante e dava muito plantão e tive contato com violência. 

Porque antes eu morava em Minas, e aí chegava esfaqueado, baleado coisa que antes eu nunca tinha visto na minha vida. 

Então realmente foi muito traumatizante

Ana Maria Saad: Você lembra a primeira vez que você teve um caso assim? 

Dra Michele Haikal: Olha, aconteceu cada coisa naquela época… 

Aconteceu de um cara entrar no hospital e atirar em uma enfermeira, dá um monte de tiro nela e depois se matar. 

E eu tava no quarto de residência que era do lado, e eu ouvi aquele monte de tiro, isso foi uma coisa muito traumatizante, né! E aí depois saiu todo mundo para tentar salvar, né… 

Então assim, tiveram coisas muito absurdas. Num dos primeiros plantões lá, aí depois eu vi que isso era natural lá, chegou gente que era por causa de coisa de drogas, né…. Então aí a pessoa totalmente dilacerada. 

Então assim, foi cada coisa tão fora de tudo que eu já tinha visto… aí também acidente de ultraleve, umas coisas assim muito fortes, né? Porque residência de clínica a gente dá um plantão geral ali, né! 

Chega de tudo, porque como era de semi intensiva vinda do Resgate, era só coisa que teve que chamar o corpo de bombeiros. 

Então era coisa muito forte, quase afogamento, gente que caiu sei lá de que andar…

Era realmente coisas muito marcantes.

Ana Maria Saad: “Em algum momento você questionou: nossa será que eu quero ser médica?”

Dra Michele Haikal: Eu queria sair dali. Eu queria não fazer mais aquela residência, eu ficava querendo fazer medicina da família que na época era uma coisa que estavam usando bastante.

E aí eu ligava para minha casa e falava que eu não tava aguentando….

Ana Maria Saad: “que idade você tinha?”

Dra Michele Haikal: eu tava com 24 

E aí eu ligava para casa e falava que eu queria desistir, sei lá e a minha mãe falava para eu ir e meu pai falava para eu ficar. 

E ele falava: “minha filha, isso tudo você já passou, isso tudo já foi ruim. Se você largar isso, você vai ter passado tudo isso à toa. Se você fizer os dois anos você tem residência de clínica. Você é clínica. Então faça, vai até o fim.” 

E aí isso me deu força pra continuar, mas eu ficava triste com ele, dele falar isso, ficava brava, ficava achando que minha mãe estava me protegendo e ele não, natural né! 

Só que realmente foi muito bom para mim ter feito a residência de clínica, porque me deu uma diferença muito grande em relação a outros médicos, né! E tudo, e depois também tudo que eu passei naquela época, teve todo um aprendizado muito grande, porque foi quando me apareceram três doenças auto-imunes. 

Ana Maria Saad: “Foi na época da residência?”

Dra Michele Haikal: foi na época da residência, com esse estresse e como a gente ficava dando plantão plantão plantão eu não também não dormia Por que a gente rodava em três e não tinha dia seguinte livre.

Ana Maria Saad: “Em que cidade era isso?”

Dra Michele Haikal: era Guarujá e Santos. A residência era Santos com Guarujá. 

E aí a gente tinha que ficar nos hospitais de lá, e também nos do Guarujá e tinha também um lugar que chamava… era…. de Carvalho…. Vicente de Carvalho que era um lugar pesado.

Então a gente rodava entre esses três lugares, né… e assim era uma região, a região da Baixada tem muita coisa infecciosa né, que vem de Porto, então é uma região assim com muita coisa mesmo, sabe? 

E para mim tudo aquilo era muito novo porque eu fiz medicina em Minas. Então para mim era completamente outra realidade, outro mundo. 

Ana Maria Saad: “que cidade de Minas?”

Dra Michele Haikal: eu fiz em Pouso Alegre. E aí fui pro olho do furacão. 

E chegava de tudo. E ai Ana, eu sei que comecei a acordar com as mãos doendo, comecei a acordar sem conseguir mexer as mãos, e tudo aquilo foi me mostrando, igual depois eu vou explicar sobre as doenças auto-imunes mesmo quando apareceram, mas foi mostrando que aquele caminho que eu tava, que tava pesado demais. 

Então nesse momento eu resolvi que depois eu tinha que tentar uma coisa que fosse mais tranquila, entendeu? 

E como na residência eu passava tanto por endocrinologia, quanto por dermatologia eu gostava muito dos dois também, sabe! E ao mesmo tempo, em tudo na medicina a gente pode salvar vida. 

Você tira um melanoma você salva uma vida, então eu só não gostava de pensar que não ia mais salva vida, porque é uma sensação muito gostosa. 

Mas tem um pouco de ego nisso também, mas quando a gente vai tirando todo o ego assim, aí não importa, a gente consegue ajudar qualquer pessoa, independente de salvar a vida ou você salvou a vida de uma outra maneira, deixando a vida da pessoa melhor, não é verdade? 

Então tudo isso foi muito importante na decisão depois, que aí depois que eu já tinha feito os dois anos de clínica eu resolvi fazer dermatologia. 

Ana Maria Saad: “Mas suas doenças apareceram durante a residência de Clínica? Você tava há quanto fazendo? Tipo um ano?” 

Dra Michele Haikal: um ano, um ano e pouco fazendo. 

Ana Maria Saad: “Você conseguiu terminar? Ainda não tava com aquele monte de sintomas?”

Dra Michele Haikal: tava com sintomas e comecei a tomar os remédios na residência de clínica. A reumatologia, a equipe toda da reumatologia de Santos me diagnosticou e começou a me tratar.

Aí na época eu fui para Minas para ver se se confirmava o diagnóstico e aí eu fui no reumatologista que tinha sido também meu professor lá e aí confirmou, e aí eu vim no outro reumatologista aqui em São Paulo da Escola Paulista para ver se confirmava, e confirmou. 

Ana Maria Saad: “qual que foi o diagnóstico?”

Dra Michele Haikal: é o primeiro foi Artrite reumatoide. Na época eu tive também seis úlceras de córnea, que depois a gente viu que era por causa do Sjogren, né! Sjogren é muito comum associar com alguma outra colagenose. 

E a Artrite reumatoide e a dermatomiosite são colagenoses. 

Na época, a primeira a ser diagnosticada foi a Artrite reumatoide, porque era óbvia, de manhã eu tinha aquela rigidez matinal que continuava até à tarde. Meus dedos tinham sinais mesmo, porque existem nódulos específicos da Artrite reumatoide, entendeu? 

E aí tanto nos pés e nas mãos, como nos ombros, eu tinha esses sinais. 

Ana Maria Saad: “Como que era? Você acordava, você tava com 24, 25 anos? Fazendo residência? Acordava com a mão dura”

 Dra Michele Haikal: 25 anos, é. Eu vi que eu já tinha isso e não sabia, quando tinha antes era muito leve, né! Quando começou a ficar forte foi o seguinte: a minha mão não mexia, ela ficava dura e assim como se fosse uma garra, sem fechar e não fechava mais que isso, entendeu?

Era muito, porque quando a gente vê isso num sinal normal, você podia não conseguir fechar, mais vinha até aqui, entendeu? Mas não, ela ficava deformada, só conseguia fechar, fechar totalmente mesmo, vamos supor que era duas da tarde, eu tava assim, só que eu continuei trabalhando 

Então assim, quando eu tinha que fazer massagem cardíaca com a luva, às vezes me dava uma coisa que chama o fenômeno de Renault, que é uma coisa que existe nas colagenoses também, que aí o seu dedo vai ficando tipo assim azul e tem gente que chega a ficar preto na ponta e necrosa. 

Porque assim, você tem que ter experiência da residência, não tem isso de eu vou então tirar uns dias sei lá quantos dias, ficar de licença e vou conseguir residência mesmo assim. 

Não existe, porque você tem que ter as horas, por que você tem que ser as horas? Por que você tem que ter passado por aquilo tudo para dizer que você fez a residência, entendeu? Porque é a experiência, não é o estudar, é a experiência do que você passou, entendeu?

E aí eu quis continuar, né claro, porque depois que eu já tinha passado por mais de um ano daquele sofrimento, tava perto de acabar… 

Ana Maria Saad: “ou você desistiria para se tratar?” 

Dra Michele Haikal: muita gente já desistiu da residência de clínica, porque é muito pesado!

Ana Maria Saad: “Mas como você conseguiu?” 

Dra Michele Haikal: teve uma pneumonia que eu tive nessa época por causa disso, que aí eu realmente tive que parar uns 15 dias, entendeu? Então assim, dependendo do que tava acontecendo eu parava, dependendo eu continuava. 

Porque tem como você atender, tem como você escrever com a letra toda torta, tem como você ficar numa UTI dando plantão, tem como você fazer de tudo, porque no plantão, por exemplo, a gente, você fala “ah faz a adrenalina, faz noradrenalina”, você tá pedindo para enfermeira, fazer não é verdade? 

E aí você vai lá faz massagem cardíaca, faz algumas coisas assim… a minha mão ficava mais dura, por isso que dava até o fenômeno de Renault, né e tudo, mas eu fazia mesmo assim.

Ana Maria Saad: “Mas você não tinha medo? Nossa isso pode necrosar e eu posso perder meu dedo!”

Dra Michele Haikal: Ana, na hora que eu tava salvando eu não tava pensando no meu dedo só vi o dedo depois, na hora eu queria salvar pessoa, entendeu? Isso acontece mesmo. Quando a gente tá no pronto-socorro, você tá ali para servir, entendeu? E você esquece de você. 

Isso é o que eu acredito, eu não tenho filhos, mas é o que eu acredito que acontece da mãe com filho: naquele momento é como se fosse o paciente fosse seu filho, entendeu? Todo mundo que chega, você faz de tudo para salvar a pessoa. 

Tem uma coisa tão forte nisso, e você vai fazendo e quando você ver, tipo, alguém voltar, você salvar alguém e você vai fazendo isso fica impossível na hora você pensar no seu dedo. 

Para mim pelo menos nem cogitava, nem passava pela minha cabeça, entendeu? 

Eu tava fazendo tratamento. Os residentes colegas, eles lembram disso. Teve um colega meu que virou reumatologista e ele queria dermato, olha que engraçado!

E vira e mexe ele fala, “nossa é tão interessante, porque eu lembro a gente passando na reumatologia e você já com artrite reumatóide nova” 

E quando pega novo o prognóstico é péssimo, né! 

Ana Maria Saad: “qual era o prognóstico?”

Dra Michele Haikal: era pra eu ficar com deformidade, e não conseguir trabalhar com isso mesmo, por isso que eu já tava pensando em uma coisa mais light, entendeu? Mas no fim não precisou. 

Depois de um tempo a Artrite reumatóide, se a gente pega um Atlas alguma coisa assim eu pego para você, no podcast não vai dar para mostrar, mas assim se você coloca Artrite reumatoide mão típica, uma coisa assim aparece. 

Ou você já deve ter visto alguma pessoa bem velhinha, antes era até mais comum, né! Toda tortinha, vai entortando não só essa parte, mas as mãos podem ficar até tipo inutilizadas, entendeu? Tem gente que isso daqui fica tudo mole…

Ana Maria Saad: “Esse era o teu prognóstico aos 25 anos?”

Dra Michele Haikal: Isso, mas a dermatomiosite, foi pior e ela não tinha sido diagnosticada nesse momento, porque pra subir escada eu tinha que puxar pela calça. E também não conseguia ficar muito tempo com os braços pra cima, sendo que a dermatomiosite é o corpo contra o músculo, e eu tinha até falta de ar a noite eu tinha os sintomas da dermatomiosite todos.

O que acontece: 50% morrer no primeiro ano de diagnóstico.

Ana Maria Saad: “50% de quem tem, como é que chama… dermatomiosite, só o nome você já fala socorro, 50% de quem tem isso morrer no primeiro ano de diagnóstico. E você é médica, você já sabia disso? Como fica a cabeça? Nossa eu tenho esse monte de coisa…”

Dra Michele Haikal: não mas eu sabia que ia ficar bem, eu tinha certeza.

Ana Maria Saad: “no fundo você tinha uma confiança, vai dar tudo certo”

Dra Michele Haikal: eu pensava “é o que tão falando, é o que tá escrito aí mas não é o que vai me acontecer”

Ana Maria Saad: “gente isso é tão importante! Vamos botar um highlight nisso, por favor! Olha a importância da crença! Quando tá todo mundo falando: ‘olha pode ser que você morra daqui um ano. Pode ser que você fique torta, sua vida acabou’. E você acreditar: ‘não, vai ficar tudo bem”

Dra Michele Haikal: quando eu fui no reumatologista, aquele lá de Minas que me conhecia desde a Faculdade, ele fez essa pergunta, como você acabou de fazer: “como é pra você, você é médica, você sabe como é isso”.

Mas talvez eu não tenha nem entendido o que ele queria dizer com isso, eu entendi que ele queria dizer que o prognóstico era péssimo, mas eu falei pra ele: “Ah não, tá tudo bem.”

Eu mesma não conseguia explicar pra ele o que eu sentia, mas eu tinha uma certeza absoluta que eu ia dar um jeito nisso.

Ana Maria Saad: “Nossa eu tô até arrepiada, porque isso é poder da crença, de você se blindar: ‘ah mas a estatística fala, os dados falam, né!’ Ah mas eu sou eu e su e eu vou dar um jeito nisso. 

Dra Michele Haikal: porque assim Ana, eu sempre acreditei em muitas outras coisas, né! Eu sei que entrar em crenças é complicado, que cada um acredita numa coisa. 

Ana Maria Saad: “Mas eu acho que é importante falar lado espiritual, que não é dogma a gente não tá falando de religião”

Dra Michele Haikal: sem falar de religião, sem falar de nada disso, quando eu era pequena eu tinha umas coisas muito diferentes mesmo, então assim tinha por exemplo teste psicológico, minha mãe adorava fazer teste psicológico com a gente. 

Ela perguntava para mim: “o que você sente quando você vê um muro?”

E eu respondia: “tá tudo esburacado, e eu enxergo tudo através dele”. E o muro era a morte!

Eu sempre tive umas coisas assim. Eu pequenininha falei: ‘mãe quero ver minha bisa Rosa’. E ela foi procurar foto da tal bisa Rosa, sabe?

Eu tinha umas coisas assim, aí uma vez eu sonhei com meu avô, o pai dela e ela mal tinha foto dele, e aí eu falei e ela falou: ‘certeza que era ele’, aí ela foi falando, aí ela contou as coisas dela que deixava ela emocionada de eu ter falado isso, porque naquela noite ela tinha perdoado ele de mil coisas.

Cada coisa, então assim, eu sempre tive umas crenças que saiam da curva, além do mundo material. E eu achava normal, eu sempre achei normal.

Então assim, eu tinha aula de religião na escola, então a professora falava alguma coisa e eu falava tipo, dentro do que eu acreditava lá no mundo, achando completamente normal e ficava todo mundo me olhando falando: ‘Meu Deus!’

E eu tinha uma certeza daquilo, como se fosse a certeza absoluta de todo mundo. Mas assim, acho que tudo isso me ajudou a certeza absoluta que ia ficar tudo bem. Eu nao sabia como. 

Ana Maria Saad: “muita gente que tem um diagnóstico seja de doença autoimune ou de qualquer doença, é uma sentença, parece que é faca que enfia no peito. Você não teve isso em momento nenhum.”

Dra Michele Haikal: é que a faca que enfia no peito pra mim, tava sendo muito mais a residência de clínica. Tava mil vezes pior pra mim. Pra mim aquilo tava tão ruim que…

Ana Maria Saad: “já tava uma merda, tipo que é um peido pra quem tá cagado, né?”

Dra Michele Haikal: eu sempre percebi muito perfil de doença. Então eu percebi: a minha vida ficou ruim, veio a doença.

Então percebi que a hora que passasse tudo e minha vida ficasse melhor, eu ia conseguir de alguma maneira dar um jeito naquilo, entendeu?

Não foi automático assim, porque até vir a medicina integrativa e eu executar e fazer, foi um tempo

Ana Maria Saad: “Durante quanto tempo você ficou com o tratamento convencional?”

Dra Michele Haikal: mais ou menos um ano. Um ano, foi mais ou menos um ano porque aí eu tava no segundo ano de residência, tive o Diagnóstico tomando os remédios, aí acabou a residência, a primeira coisa que eu fui fazer foi a pós-graduação de dermatologia e a pós-graduação de estética. 

E aí eu tava fazendo dermatologia e estética, eu vim para São Paulo para isso, para fazer essas pós-graduações e justamente eu não fiquei fazendo mais residências, porque residência é muito pesado e eu já tava com aquelas três doenças, então não dava para forçar mais isso, e fiquei estudando e fazendo as pós-graduações, que a gente atende também, mas é mais tranquilo que residência, querendo ou não. 

E quando eu tava fazendo, tinha melhorado um pouco tinha, mas assim eu já tava tomando os remédios, mas não melhorava, teve mais a ver com quando eu vim para São Paulo e a vida mudou muito já, né! 

Só de não tá com, infelizmente acontece uma coisa na residência, em algumas residências, né claro que depende do Chefe que a gente pega e tudo, mas é muito abuso, entendeu? 

É muito abuso moral!

Ana Maria Saad: “acho muito importante falar disso, porque quem não é médico não tem ideia do que aquela pessoa passou pra ser médico”

Parece que a pessoa quer que você passa uma humilhação sabe! O meu chefe de residência infelizmente ele era assim. Abuso moral mesmo na frente de todo mundo, aquelas coisas. 

Então assim eu tive a sorte também de que esse era o meu chefe direto, mas os outros que não eram chefes, mas eram os preceptores, né, que a gente chama quem te orienta também, mas não era o meu chefe direto, mas eram muito legais. 

Então assim, ao mesmo tempo que aquele me causava tudo aquilo, tinha outros que me ensinavam coisas lindas. 

Por exemplo: eu tive um chefe muito querido, eu chamo de chefe, mas ele era meu preceptor, i que eu passava na enfermaria de clínica com ele e aí por exemplo, teve uma doença que inclusive era dermatológica, auto imune gravíssima que são os pênfigos, doença bolhosa,  dá bolha no corpo inteiro é uma coisa terrível.

E aí a gente passava nos paciente com pênfigo e ele falava: ‘as doenças tem um perfil, elas tem um perfil. Olha o perfil da paciente, olha como é o psicológico dela’, entendeu? 

E tanto é que depois disso eu fui começar a estudar com a Cristina Cairo e mais outras coisas que fui estudando, porque realmente as doenças tem perfil. 

Ana Maria Saad: “Vou até anotar porque isso é assunto pra outro podcast” 

Dra Michele Haikal: e quando eu vim para cá, eu queria já entender isso justamente, porque como o Doutor Hermano já começou a falar disso lá, quando eu cheguei em São Paulo estava fazendo essas pós, eu também fui estudando os perfis de doença, fora disso em um mundo mais holístico, mas fui estudando que é o nosso inconsciente mostrando através do corpo, entendeu?

Ana Maria Saad: “o que você descobriu sobre você?”

Dra Michele Haikal:  fazia todo sentido, porque a artrite reumatoide ela é o quê, as articulações são o reconhecimento, então era como se eu esperasse o reconhecimento do meu trabalho, porque mão é trabalho e não tava tendo, e a residência é isso. 

Só que assim eu poderia ter passado por aquilo de outra maneira porque eu poderia não ter esperando esse reconhecimento, então se eu não esperasse esse reconhecimento  e só fizesse de coração e pronto, que é como eu aprendi a viver, como aprendi a ser, e isso resolve.

Eu não teria sofrido tanto com isso, porque meu chefe que era daquele jeito, nunca ia tá suficiente pra ele. Eu fazia de tudo, os pacientes me amavam, me traziam um monte de coisa, e mesmo se não trouxessem,  eu podia só ter feito de coração e pronto.

Então assim, quando a gente espera alguma coisa externa…

Ana Maria Saad: “o amor e aceitação do outro, que o outro me aceite, que o outro me ame”

Dra Michele Haikal: exatamente! E ali do jeito que era nunca ia tá suficiente. Nada que eu fizesse. Sempre a responsabilidade é nossa. Porque se eu me maltratava por aquilo que não era suficiente e ainda tinha que ser suficiente e nunca era eu tava me maltratando. 

Era eu indo contra mim mesma, eu indo contra mim mesma: auto imune, entendeu?

Ana Maria Saad: “gente, a gente vai fazer um episódio só falando sobre perfil”

Dra Michele Haikal: esse universo especificamente do inconsciente falando através do corpo, porque a gente é uma coisa só, é corpo, mente e espírito…

Ana Maria Saad: “é, eu chamo de GI, o Guia Interno, seu Guru Interno

Dra Michele Haikal: é tudo uma coisa só, a gente não tá separado de nada, né! E aí o inconsciente tá gritando e a gente não tá ouvindo, ele faz a gente ve, né, aquilo que tá acontecendo.

Ana Maria Saad: “até então era só medicina convencional?”

Dra Michele Haikal: é, mas eu nunca fui muito só convencional, eu sempre acreditei em muita coisa, né?

Ana Maria Saad: “mas você já estudava outras coisas assim, já tinha essa facilidade do Google?”

Dra Michele Haikal: na época eu estudava, mas outras coisas. Eu estudava coisas que tinham a ver com o Espiritismo, que hoje não sou mais Kardecista, mas eu lia todo, eu sou muito estudiosa, como eu sou muito estudiosa, eu pegava pra ler um negócio, eu lia tipo 80 livros, eu nunca fui muito normal em termos de estudar.

Ana Maria Saad: nerdizinha. Eu também.

Dra Michele Haikal: então eu sempre estudei demais. Então na época eu estudava mais essa parte, entendeu? Mas até deixei de ser por isso. Tinha muito aquela coisa de aprender pelo sofrimento. A gente executa muito as nossas crenças. E na época eu lia muito isso, eu achava a coisa mais linda, então ficava a coisa mais linda o sofrimento.

Então claro, se a gente executa as crenças…

Ana Maria Saad: “a martir, né! Eu sofro!”

Dra Michele Haikal: então quando eu vim pra São Paulo, eu tava fazendo essas pós-graduações e tava estudando isso, e aí estudando isso eu fui percebendo coisas também que se… ‘ah mas então não é bonito todo esse sofrimento? 

Não, não é bonito. E aí fui estudando coisas nesse momento com uma visão espiritualista, independente de religiões, estudando e lendo e aí caindo essas outras fichas, o que foi incrível e maravilhoso. 

Porque aí junto disso tudo, e tudo acontece ao mesmo tempo, né. A vida é tão né, a gente entra naquela onda boa disso vem tudo, na hora que entra na ruim também vem tudo. 

Então nessa hora tava estudando, isso foi na parte de estética, eu tava lá sentada estudando…

Ana Maria Saad: “que idade você tinha?”

Dra Michele Haikal: tava com 26 anos, tava estudando na na pós-graduação na área de estética, um colega muito querido, se não me engano chamava Gerson, faz tempo, era um baiano, querido.

Eu tava tomando aqueles remédios que fazem mal…

Ana Maria Saad: “que remédio você tomava?”

Dra Michele Haikal:  metotrexate e corticóide em altas doses, metotrexate quebra o colágeno, quer dizer te impede de fazer o colágeno, porque a colagenose é a autoimune contra o colágeno, aí olha só que coisa inteligente:

Você toma o remédio pra não formar o colágeno.

Ana Maria Saad: “essa é a solução? Tipo: você tá com problema na mão? Corta a mão fora. Mais ou menos isso, né? Ah seu dedo machucou? Só cortar a mão fora. Fica sem dedo.”

Dra Michele Haikal: pro seu anticorpo não ir contra o seu colágeno, já não forma colágeno mesmo.

Ana Maria Saad: “Não quer ter cárie? Arranca o dente!” 

Dra Michele Haikal: é sua defesa que tá indo contra você? Então vamos parar de produzir defesa também, deixa o corticóide em altas doses pra não fabricar defesa.

Eu não posso também, criticar, eu entendo que a medicina faz isso por bem, e que é o que eles tinham…

Ana Maria Saad: “é que esqueceu do básico, né? Não cause dano”

Dra Michele Haikal: eu acho que tem que continuar, aprofundar e dar abertura pra coisas que não é que o laboratório falou ‘ah eu fiz o estudo e isso tá ok.’ Sabe, a gente tem que considerar todos os estudos, não só os estudos que o laboratório considerar que é o que tá valendo, mas tudo bem.

Ana Maria Saad: “então você tomava esse remédio que não formava colágeno?”

Dra Michele Haikal: isso e o corticóide ele faz quebrar colágeno, quebrar músculo e faz a gente acumular gordura, e além de mil outras coisas, dá diabetes, insuficiência cardíaca, abaixa a defesa, faz a pessoa pegar tudo que é doença

Ana Maria Saad: “como que era pra você tá tomando esse monte de remédio, sabendo desse monte de efeito colateral com a sua visão de medica?”

Dra Michele Haikal: eu já tomava pensando que eu ia parar que depois alguma coisa ia aparecer, e aí justamente nesse dia eu tava estudando estética, o meu amigo que tava do lado, o baiano lá que eu acho que chamava Gerson, o apelido dele era Baiano, então aí não lembro.

Aí ele todo fofo, virou pra mim e falou, ele era um querido mesmo, e falou: “você era bonita, tá ficando feia”. O baiano, gente eu adoro o baiano, eu adoro o baiano porque ele fala as coisas de um jeito tão gostoso, tão divertido, que a gente dá risada. E eu morri de rir, né?

E falei: “sabe o que é,  é que eu tô tomando corticóide e metotrexato, eu tive diagnóstico de 3 doenças autoimunes… aí ele falou pra mim:

“Sabe aquela medicina antienvelhecimento?” Chamava medicina antienvelhecimento na época porque rejuvenescia, e a gente tava na estética então tinha tudo a ver esse dia, porque esse dia a gente tava na pós de estética.

Aí ele falou assim: “Então trata isso ái que você tem de um jeito que você vai ficar mais bonita, mais magra e mais nova”

Aí eu falei: “nossa gente, é isso que eu sempre quis na minha vida! É disso que tô falando!”e eu falei: “sério?” 

Ele: “sério”

Falei gente eu vou estudar isso.

E na época não tinha uma pós disso, era assim: quando tinha Congresso, tinha umas 3 palestras sobre isso.

Ana Maria Saad: “que ano era isso?”

Dra Michele Haikal: eu formei em 2002, era aí 2004….2005 

Ana Maria Saad: “nossa nem se falava de nada disso”

Dra Michele Haikal: aí eu ficava indo atrás, ficava procurando, igual quando a gente faz quando quer estudar as coisas, né? A gente vai e procura na internet, na época a internet não era uma coisa assim como hoje que a gente sabe tudo dela de um jeito mais tranquilo…

Não, era meio complexo da gente achar, mas era por mim, né! E era pela minha saúde, é lógico que eu fui atrás

E aí teve uma outra pós, eu fui fazendo tudo isso e sempre nos Congressos de Estética falava de Medicina Antienvelhecimento, sempre falava que também tratava doenças, então eu ia pra assistir por causa de tratar doença e tinham vários que focavam mais na parte de doença e saúde, então isso me ajudou demais.

Aí teve coisa que eu fui pra fora, aí sempre tinha coisa que era falando sobre isso eu comprava o livro, sabe?

Ana Maria Saad: “e você virou seu laboratório também?”

Dra Michele Haikal: virei. Começou eu me tratando, de inicio sim.

E ai eu lembro que o Valdir mesmo era um que eu assistia muita aula dele, eu pegava a aula dele, depois da aula dele justamente me prescrevia um monte de coisa, o Dr. Lair Ribeiro nessa época, muita gente achava ele maluco, eu amava ele, já fazia as coisas também.

Mas sempre tudo do meu jeito, então eu juntava o raciocínio clínico das coisas que eu estudei, porque aí eu estudei muito minhas doenças, e junto do raciocínio clínico daquilo que eu tinha aprendido na clínica médica, eu executava o que eu fui aprendendo também pela medicina antiaging que é a medicina antienvelhecimento que na época tinha esse nome, que hoje a gente fala medicina integrativa

Ana Maria Saad: “em que momento você parou os remédio convencionais?”

Dra Michele Haikal: logo nesse início aí ja parei.

Ana Maria Saad: “você não teve nem uma sombra de dúvida… ah será que…

Dra Michele Haikal: só tava me fazendo mal, eu tinha rigidez matinal, só que aí durava menos, durava umas 3 horas, todo santo dia, tomando os remédios, que diferença ia fazer?

Eu falei: eu não vou mais tomar essa porcaria que me faz mal.

E ai eu comecei uma outra pós. Eu fiz um monte de pós. Eu comecei uma outra pós que era de cirurgia plástica, e assim, eu fiz a pós de plástica eu me tornei uma dermato mais invasiva que o dermato convencional, que eu adoro fios, a parte mais  mais invasiva da dermatologia eu adoro, né! Preenchimento, botox como efeito o lifting, mas eu não quis fazer a parte de cirurgia plástica, eu gosto, mas não é meu perfil. 

E aí eu passei a indicar muito bem cirurgia plástica, gosto quando bem indicado, mas eu não quis ser cirurgiã plástica. 

Mas foi um universo maravilhoso e na pós de cirurgia plástica eu tive um professor maravilhoso que também dá aula de antiageing, de medicina anti-envelhecimento, e todas as vezes quase todo final de semana, ele dava assim tipo um dia inteiro só de antiaging um dia inteiro.

E a gente ainda falava antiaging.

Ana Maria Saad: “e o que que era assim de diferente dos outros?”

Dra Michele Haikal: era totalmente diferente de tudo, porque imagina:

Toda cirurgia, se o paciente, todo procedimento, até na dermato, se o paciente é da medicina antienvelhecimento já, ou seja, se eu faço medicina interativa nesse paciente já, tudo funciona melhor

Tudo da mais certo, tudo dá menos errado, entendeu? Os riscos minimizam tudo isso

Então ele ensinava muito por isso, só que junto disso ele era o tipo de cara que ama ensinar também, e aí ele ia explicando o porquê também de em outra doença aquilo dar certo, e porque aquilo prevenia alzheimer

E porque aquilo impedia infarto, então ou seja, ele ensinou tudo, é um queridíssimo, né! É o cressoni faço questão de falar é um querido e aí eu estudei muito só que eu juntava tudo sempre.

Ai eu juntava com tudo que aprendi e fui fazendo a minha medicina integrativa

Ana Maria Saad: “e você foi sendo seu laboratório, foi testando?”

Dra Michele Haikal: fui , conversava, né, sempre com os colegas, então falava com ele, com os professores, sentava com ele mostrava, né, e sempre o que eles falavam: “ah fica legal também usar isso”

Mas assim, eu fui ficando Ana, melhor do que eu nunca fiquei na minha vida.

Eu era antes uma pessoa medrosa, eu virei a pessoa mais corajosa do planeta, sabe umas coisas assim?

Porque justamente depois de você ser muito uma coisa e aí quimicamente, com químicas naturais, ou seja, naturalmente, fazendo de uma maneira tecnológica natural, né que a gente foi aprendendo com tudo que hoje a gente sabe sobre a nossa bioquímica, sobre nosso mapa metabólico

E eu tive bioquímica muito bem na faculdade também, tenho que agradecer, eu tive bioquímica muito bem, patologia muito bem, eu fui muito estudiosa, né. isso também fez muita diferença

Então eu aprendi a mexer no meu organismo de uma maneira que eu conseguia mexer com meu emocional.

Você imagina, a testosterona é o hormônio da coragem, então assim tem coisas que a gente consegue fazer com a gente, se a gente quiser que a gente muda tudo.

A ocitocina é o hormônio do amor, da comunicação, então tem cada coisa ali que vai mexendo de tal maneira tão bacana que eu vejo o paciente ele chega com o olhar dele, com o jeitinho dele eu sei o que ele ta precisando

então é claro que eu vou ver isso nos exames, eu vou ver isso examinando, mas só

vai tipo me dando mais certeza, entendeu?

pelo olhar que entrou às vezes eu já sei: precisa de uma ocitocina urgente. então é lindo, é um universo lindo.

Ana Maria Saad: “e pra você, quando você começou a ver resultado, de não ter mais a rigidez, de se sentir melhor”

Dra Michele Haikal: foi muito no começo, foi assim, aí esse colega baiano me falou isso, quando ele falou isso eu já parei de tomar, primeiro porque ele falou que eu tava ficando feia, né?

Ana Maria Saad: “imagina, uma menina de 26 anos, toda fofa!”

Dra Michele Haikal: ele falou que eu tava ficando feia, pensei: tô ficando feia e não tá adiantando nada e tem um negócio que resolve, então já vou parar com esse trem.

Crianças não façam isso em casa. Eu parei por conta e risco e assim a gente tem que se responsabilizar, o ruim de quando a gente fala pra parar com o remédio que é pra parte psíquica, aí o problema é o rebote que dá, então já aviso pra não parar tá ana, porque é preferível dar tudo que precisa e a gente vai tirando

Porque o problema desses remédios é justamente esse: então se a pessoa ta tomando, por ex, eu tomava remédio corticoide e metotrexato, a única vez que tomei antidepressivo na minha vida eu tomei um dia, fiquei completamente apática no sofá sem conseguir me mexer, eu nao tomei nunca mais

Ana Maria Saad: “Por que te prescreveram?”

Dra Michele Haikal: na época da residência porque eu fiquei depressiva junto, junto disso tudo acontece tudo né! Ainda vem o assaltante e me assaltou pôs a arma na cabeça do meu namorado, aquelas coisas na época, né!

Porque é tudo junto isso daí, aí fiquei com pânico não queria sair de casa e aí me deram um antidepressivo, um professor me deu um antidepressivo na época da residência, eu tomei um dia, um único dia, o dia que eu tomei eu nao sai do sofá.

Aí falei: “nunca mais eu vou tomar isso na minha vida”.

E gente o antidepressivo ele faz uma ligação com o neurotransmissor que depois é difícil, porque depois se você tomou e sentiu bem, depois de um tempo você vai precisar de outro, e depois de outro e depois você não sente mais bem com ele, não adianta mais

Só que aí você não consegue mais ficar sem ele, 

Ana Maria Saad: “E aí o desmame é super sofrido, né”

Dra Michele Haikal: é super sofrido, então eu peço pra não parar, mas se para depois vai dar um efeito rebote, quando as pessoas ouvem isso elas querem parar,  terrível, você vai sentir coisa que não vale a pena.

Ana Maria Saad: “é pra parar se for com a Dra Michele, aí você marca uma consulta”

Dra Michele Haikal: é pra prara já repondo o que precisa, né verdade? Porque o que acontece? Se você simplesmente para, você vai se arrepender tanto que você vai falar que nunca mais vai parar na vida.

Então assim: a gente primeiro dá o que aquela bioquímica tá precisando, pra depois a gente ir tirando de pouquinho, e a gente faz um desmame, e aí eu vou diminuindo a dose, quando vê tá tomando dia sim dia não.

Quando vê você esqueceu de tomar, começou a esquecer de tomar, gente, não tá precisando tá! Tem essa dica.

Ana Maria Saad: “é bem isso. Às vezes a pessoas falam: ah eu esqueci um dia, dois, depois parei”

Dra Michele Haikal: começou a esquecer de tomar não tá precisando, tem essa dica, sim. 

E aí Ana eu comecei a tomar as coisas da integrativa que eu fui percebendo já lá na época que eu tava fazendo medicina estética, com pouco que eu comecei a tomar e com tudo aquilo que eu fui fazendo que a gente pode chamar de gestão de stress, a gente pode chamar de… como que você chama? 

Ana Maria Saad: “é gestão de stress mesmo, mas como eu brinco, eu gosto de dar nome para as coisas, né! Para mim é um Ritual de Autocuidado. Aquele momento que você tá com você.

Dra Michele Haikal: isso! Autoconhecimento.  Eu fui nessa parte de estudar como as doenças e o perfil, como o inconsciente age no nosso corpo pra falar com a gente, quando eu fui estudando isso, eu fui fazendo isso junto, veio junto as duas coisas, foi quântico, sabe?

E aí no que eu fui fazer as duas coisas juntas, quando fui ver não tinha mais rigidez matinal nenhuma. Quando eu vi eu sentia que não tinha mais nada!

Nessa hora a gente se sente poderoso mesmo. Porque você fala: eu venci um negócio, desculpa o linguajar, eu venci um negócio foda pra caralho. Eu venci um negócio foda pra caralho, desculpa gente.

Ana Maria Saad: “a gente fala palavrão, tá! Porque a gente é muito phyna. A Nave Mãe deixou a gente fala, o Pai Merlin deixou também. A gente fala palavrão, ué.

Dra Michele Haikal: é assim porque não tem outra palavra isso.

Ana Maria Saad: “não tem. E acho que quem viveu algo tão extremo assim de doença, quando você percebe o teu poder: ‘nossa a merda foi feita, tô aqui, tô travada, prognóstico horroroso…’mas quando você percebe que você tem esse poder de pegar essa merda e fazer adubo, pra crescer, pra transformar sua vida, realmente é foda pra caralho, não tem outra palavra!

Dra Michele Haikal: e a merda é um julgamento, né! Quando a gente vai saindo da mente, a gente percebe, porque a gente aprendeu que aquilo era ruim. Tudo é situação.

Situacoes, né! A gente ter aprendido aquilo como ruim, faz mal pra gente também. A gente fica julgando. Se a gente não tivesse julgando tanto… ‘nossa fez isso pra mim então eu sou um coitadinho…’

Não, na verdade tem um julgamento, tem um aprendido a gente aprendeu que aquilo era ruim, são situações. 

Ana Maria Saad: acho que é interessante no Highlight também, né! ‘Doença é ruim, você ter um diagnóstico é ruim’ e ‘a luta contra o câncer’ é um peso e muitas vezes, sem brincadeira, você ter um diagnóstico vai ser a melhor coisa que vai acontecer na sua vida.

Dra Michele Haikal: sim, dependendo do que a gente fizer com aquilo.

E aí o que acontece, por exemplo morte. 

Ah, não tô falando que é bom a pessoa morrer, mas todo mundo sabe que todo mundo vai morrer.

Então se a gente tivesse um aprendizado diferente em relação a morte, a gente ia lidar com ela de um jeito muito mais tranquilo quando alguém parte, aí foi a hora dele aconteceu foi agora aconteceu nesse momento para ele e para todos nós vai acontecer sei lá quando.

Enfim, era para ser muito mais tranquilo e não é, não é de maneira alguma, porque a gente aprendeu isso muito mais sofrido ainda do que muita gente, porque a gente além de aprender mal e aprender com o sofrimento, a gente também aprendeu a não falar nisso. 

E tudo que você põe para ser um assunto intocável, fica profundamente no nosso inconsciente de uma maneira muito forte e sobe gritando quando sobe pro consciente, né!

Porque tudo que você esconde demais ali….

Ana Maria Saad: “aí quando alguem morre a pessoa quase morre junto, e aquilo vai despertando, parece que tira a tampa do inconsciente  mesmo e tudo aquele medo, aquilo tudo vem a tona e a pessoa não entende que ela tá sofrendo não é tanto pela morte do ente querido, porque a morte vai acontecer, claro, é emocionante, é um ciclo que se encerrou, mas o sofrimento que vem junto é muito mais de todo esse conteúdo que tava abafado, do que a situação da partida do ente querido em si.”

Dra Michele Haikal: a situacao é o que? A saudade, que é uma coisa, mas todo o resto, nossa aí tem coisa nesse balaio.

Ana Maria Saad: “é não tem a ver com a partida do ente querido. Isso também e assunto pra outro podcast. A gente vai falar disso um dia”

Dra Michele Haikal: onde a gente tava? A gente tava justamente da onde eu comecei a sentir melhora. Eu senti melhora bem no começo, mas foram duas coisas que juntou, que foi eu começar a me medicar com o que fui estudando e  aprendendo, e realmente abandonei os remédios sim sem mais nem menos, de uma hora pra outra, e eu tava num processo de autoconhecimento muito grande entendendo sim que a responsabilidade foi minha.

Eu assumi a responsabilidade por querer agradar meu chefe, então assim, ridiculo, né?

Se a gente for pensar no fundo, ele que se agradasse, né? Eu nao tenho nada com isso.

Eu tinha que ser mais modesta, eu tava sendo não é que eu tava sendo muito vaidosa, sim a vaidade de querer agradá-lo mas também arrogante, uma arrogância de querer, de achar que eu poderia agradar alguem.

Porque ninguem pode agradar ninguem, ninguem pode fazer ninguém ficar feliz, eu poderia me agradar e já estaria bom, se eu conseguisse, mas não fiquei querendo agradar o outro, gente não entra nessa.

Ana Maria Saad: “tem até um livro muito bom: a coragem de não agradar’ indico pra todo mundo, pra lê.”

Os principais highlights deste episodio, veja quanto você lucrou! 

HIGHLIGHTS

HIGHLIGHT 1

Como não desistir do que você quer quando os obstáculos aparecem: isso é a energia masculina  e feminina. A dra comenta do pai dela e da mãe.

Se você teve isso na sua casa ótimo, mas se você vem de família disfuncional,família chernobyl, família  tóxica, tipo eu,  tamo junto. A;i cabe a você agora equilibrar isso em você.

O que é a energia masculina e a energia feminina?

Não importa se você é cisgênero, transgênero, nao-binario, todos precisamos desse equilibrio

A energia masculina: declara e vai atrás, é o pai da Dra falando: “vai minha filha, continua”

A energia feminina, é a que acolhe e protege, é a mãe falando pra ela: “ah filha desiste da residência”

Precisamos ter claro na vida de adulto que a gente precisa desse equilíbrio pra ir atrás do que a gente quer, mas a gente também se acolher e proteger, ter claro quando é a hora “eu preciso ir atrás disso” e a hora da gente se recolher.

E isso autoconhecimento na veia, entra no meu site que tem um quiz pra você se aprofundar no autoconhecimento que é bem legal: www.anamariasaad.com.br

HIGHLIGHT 2

A beleza é de dentro pra fora. Queremos ficar uma belezinha, queremos!  Mas os melhores cirurgiões, os melhores médicos da medicina estética sabem que é de dentro pra fora. Não adianta nada você ir lá se entupir de botox, fazer mil plásticas e não cuidar do seu organismo por dentro, porque você é uma coisa só, você também é suas tripas.

HIGHLIGHT 3

Por que as merdas acontecem na vida? A Dra fala isso, né? A gente fica julgando muito a merda é merda, ela nem é boa nem ruim. Ela é necesaria. Fica sem fazer cocô que você vai ver a merda que dá, é muito mais merda do que se você não botar a merda pra fora. A merda é necessária e é a gente aprender a usar a merda como adubo pra crescer.

HIGHLIGHT 4

Por que você precisa começar a  crer pra ver, ao invés de ver pra crer, se você quer fazer parte das estatísticas de quem vence doenças e vive bem: a Dra por mais que escutasse a gravidade das doenças que ela tinha, ela resolveu acreditar que ia ficar tudo bem, e qual foi o truque pra ela fazer isso?

Ela colocou o foco dela em outro lugar: ela colocou o foco no trabalho. Ela conta que quando ela tá lá fazendo a massagem cardíaca, o foco dela não tá: “ah meu Deus, meu dedo vai cair”. Não!

Onde a gente poe o foco aquilo ganha força.

O foco dela não tava: “ah eu tenho que me curar dessas doenças, eu tenho que resolver essa doenças, ou meu Deus eu vou morrer por causa dessas doenças!”

Não. ela tirou o foco do problema de uma forma muito sábia ela focou em outra coisa e aí quando a gente faz isso, a gente diminui a resistência mental a saúde e a resolução do problema. A gente tá ajudando nosso creber a performar melhor.

As vezes é isso: o problema é gigantesco a gente nem sabe como vai resolver, chega um momento que você precisa perceber: vale a pena ficar focando nele?

Se você não sabe como vai resolver, foca em outra área que a solução virá a tona.

O poder da crença: aquilo que você acredita se materializa. Então se você tá acreditando que esse problema é o fim da sua vida vai ser!

Dica de livro legal: super top model Gisele Bundchen “Aprendizados” a Gisele chegou a pensar em suicídio, até e claro ela foi no médico que deu um monte de remedio pra ela e ela nao tomou os psicotrópicos porque  a crença que ela tem é na saúde e nos remédios naturais.

Então o que você acredita sobre saúde? Como é a saúde pra sua família? Vocês acreditam que ah ficou velho fudeu, vou ter que tomar quinhentos mil remédios, vou ficar cheio de dor. Qual a crença que tem em você sobre saúde?

Pra descobrir essa crenças lha como funciona sua família

Qual a crença da sua família sobre saúde. É na saúde ou doença? Coloca seu subconsciente pra trabalhar a seu favor e acreditar no que vai te ajudar e não no que vai te atrapalhar. Rituario na veia

E não se poluir com a opinião alheia, filtra. Só peça a opinião de quem você admira e ve que tem resultado. E aí você se poupa do trabalho de ficar se explicando porque você ta assim ou assado, se desgastando e aí você abre espaço no seu cerebrozinho pra solução

Você não precisa saber o como. Você só precisa saber o que e por que?

O que: vai ficar tudo bem. Dra Michele: vai ficar tudo bem. To com 3 doenças, to fudida mas vai ficar tudo bem.

Por que? Porque eu sei que vai ficar tudo bem.

É isso que eu quero acreditar.

E lembre: você não tá só.

HIGHLIGHT 5

Resignificar a morte, a gente vive com medo da morte. E o contrário de morte pra você é o que? Não é vida, é nascimento. Vida é o processo, é o  jogo entre nascimento e morte. 

Nascimento é o início do jogo, a morte é o final. O jogo não é o contrário do final, ele é o jogo, ele é o processo. E pro jogo ser mais prazeroso a gente precisa, como dizia o filósofo Sêneca, ah tô muito chique citando filósofo, ele dizia que a gente precisa aprender a morrer, e é olhar a morte com outros olhos e não com temor.

Porque tudo passa, inclusive os perrengues inclusive a propria vida.

Sao apenas ciclos, fases do jogo.

HIGHLIGHT 6

Muito importante: já sabemos que os médicos tem letra zoada. Porque eles devem ter tudo essa doença que a Dra Michele teve e aí escreve tudo com letra torta.

Pessima apiada né! Eu sou péssima de piada. 

HIGHLIGHT 7

Highlight importantíssimo porque quem sofre abuso, apesar de ser vítima pode se empoderar e parar de se vitimizar, que foi o que a Dra fez, né, com os abusos morais que ela sofreu na residência, ao invés de se fazer de coitadinho, deixa eu me responsabilizar  e transformar

HIGHLIGHT 8

As doenças tem um perfil psicológico e a gente vai falar disso num próximo episódio

Mas Conhecimento sem ação não causa transformação. Bora investir no ativo mais valioso que é sua saúde usando o kaizen, a filosofia japa de melhoria contínua. 

Imagina, se vc melhorar só 1% dos seus hábitos a cada dia, no final de 30 dias você terá feito um upgrade de 30% no seu Lifestyle. 

É coisa pra cacildis, esse é o poder fazer um pouco todos os dias, ao invés de querer sair faznedo tudo de uma vez na loka. 

Então com base nos highlights de hoje a ação que te propomos pra você fazer esse 1% é:

AÇAO PRA MUDAR 1%

Treine seu cérebro a focar no positivo pq por natureza ele foca no negativo, Dr Rick Hanson é um neurocientista, é meu crush, ele fala que o cérebro é um teflon para as experiências positivas e um velcro para s negativas, ele grudunha nas negativas.

E pra te ajudar, precisa começar a fazer um inventário que te ajude, quando você não lembra o que tem de bom na vida? Você tem lá seu inventário.  É uma lista A, que eu chamo de lista A: apreciar.

Pra te ajudar a construir essa lista, você vai fazer o Ritual do Espelho. Num liugar tranquilo que tem espelho, o banheiro é ótimo, pegue papel e caneta, se olhe no espelho, olhe nos seus olhos, vai fazer o Treino Spy, que é o treino que a gente usa muito no Rituario, sem se julgar, sem se criticar, você vai observar, você só vai olhar pro espelho, você não vai ficar:

“Ai olha minha careca, meus cabelos brancos, as rugas, a acne” não! 

Você só olha nos seus olhos, e se pergunta as 9 perguntas a seguir e você vai escrevendo as respostas. Escreve a primeira coisa que vier.

Seja Honestaiane com você,chega de se enganar:

1- quem eu realmente sou? 

2- qual a minha maior qualidade? O que admiro em mim? E como posso usar isso a favor de alguém, do mundo?

3- qual a qualidade que a pessoa q mais admiro tem?

4- eu já consigo ver que tb tenho essa qualidade?

5- o que realmente me dá prazer, o que eu gostaria de fazer mais?

6- nos momentos mais phodas, de pressão, o que me faz sorrir mesmo assim?

7- como eu posso me dar o amor incondicional que busco e reconhecer minhas qualidades, sem depender do reconhecimento alheio?

8- qual crença me ajuda a navegar essa situação e qual me atrapalha? O poder da crença, aquilo que acredito se materializa 

9- Se você recebeu um diagnóstico de qualquer doença, se pergunte: pra que eu adoeci? Quais as lições que estão nessa doença? É foda, mas e aí? O que meu inconsciente quer que eu veja? Vou me abrir pra lição que esse perrengue tem pra me passar

Agora com essas respostas você começa a fazer seu inventário, sua lista A de coisas que você pode apreciar, principalmente na sua pessoa fofa!

E conta pra gente nos comentários, você já faz isso? Tem dicas pra quem tá começando?

Aproveita também avalie esse podcast e deixe também suas perguntas e feedback, a gente tá aqui pra te apoiar da melhor forma possível a ser CEO da própria saúde, porque quando você aprender a investir direito nesse seu ativo mais valioso, você não vai mudar só sua vida e sim um mercado inteiro que hoje judia das pessoas porque fomenta a doença, ao invés da saúde.

Como dizia Buckminster fuller: “Você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Pra mudar algo é preciso construir um modelo novo, que torne o atual obsoleto” 

Contamos com você pra construir um novo modelo de saúde que deixe esse sistema de doença ultrapassado. Muita gente que não tem a sua condição financeira e capital intelectual fica a mercê de um sistema desumano e desempoderador. 

Mas você pode ajudar a mudar isso através do seu exemplo, basta se tornar CEO da sua saúde

Esse foi o podcast vida ou bula.

É bula com essa ah, por quê? Porque eu gosto.

Gratidão por escutar esse podcast.


BAIXE O CHECKLIST COM OS HIGHLIGHTS DESTE EPISÓDIO E O RITUAL DO ESPELHO

Fico te mimando, né? Não resisti. Quero que você seja CEO da sua saúde e treinar seu cérebro a parar de te sabotar é um must pra isso! Bora?


Ana Maria Saad

Te ajudo a vidar e não só sextar através do Método Rituario (Ritual Diário de DETOX MENTAL). Aprenda a meditar mesmo se sua mente não para 👽

2 comentários

luisa · 8 de junho de 2020 às 22:29

Amei demais o podcast e já indiquei para uma galera. =)))

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