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Depressão e ansiedade conduta médica

Como essa simples conduta médica pode ajudar na depressão e ansiedade, sem contar na bipolaridade, borderline e outros transtornos mentais?

Bom, pra você entender essa conduta, antes tenho que te falar sobre: “Honrar Pai e Mãe”. Você já escutou isso, né!

É uma máxima que se por um lado pode nos incitar a praticar a gratidão, por outro pode nos bloquear de entrar em contato com nosso desamor pela gente mesmo.

Depressão e Ansiedade = Desamor

E pra quem quer se curar dos transtornos mentais, como depressão e ansiedade, uma DICA VALIOSA que demorei uma década pra descobrir é: DESTRAVE O AMOR INCONDICIONAL por você mesmo.

E isso só é possível se você mergulhar na sua própria história de vida, se conhecendo a fundo.

Mas como fazer isso, se você se CULPA por olhar seus pais, ou seja lá quem te criou, como um ser humano falível?

Depressão e Ansiedade – Infância

Aliás, minha teoria é que essa máxima de “honrar pai e mãe” foi criada por pais temerosos de crítica, doidos pra que ninguém jamais questionasse seus erros.

E isso lindeza, foi o que fud#@ a sociedade, com o perdão do meu francês.

Essa CULPA encalacrada de enxergar os erros dos pais e dos cuidadores, nos trava de olhar pra nossa infância, onde tudo começou, de acordo com estudos da ciência idônea.

A brilhante pediatra Dra. Nadine Burke Harris explica isso nessa palestra perturbadora do TED: “Como traumas de infância afetam nossa saúde ao longo da vida” (a transcrição da palestra está no final desse post).

A palestra da pediatra Dra. Nadine Burke Harris é perturbadora porque a questão de olhar para a infância é tipo a historinha do elefante na sala, sabe? Aquele trombolho que todo mundo sabe que está ali incomodando, mas num acordo silencioso fingimos que não está.

E eu, talvez assim como você hoje, achava  ridículo relembrar coisas negativas da infância e falar do passado a la Freud.

Achava coisa de gente fraca e reclamona, que ao invés de viver, ficava perdendo tempo com o passado.

Eu achava tudo isso um besteirol. Claro, minha mente precisava se defender de tanta dor porque eu vivi num lar disfuncional.

Lar Disfuncional

Você sabe o que isso significa?

É um lar onde hostilidade e falta de respeito são tão constantes por parte de um, ou mais membros da família, que os outros se acomodam nessa mer#@ de ambiente e passam a achar aquilo tudo “normal”.

Twittável: "O elefante da sala sentou no meu colo. Só assim gritei por ajuda 
pra expulsá-lo de lá." Ana Maria Saad @anamariasaad
 abuso infantil

Viver em meio a conflitos, grosserias e invasão do espaço alheio se torna aceitável. Pior, se torna a referência de como uma família deve ser: toda trabalhada no analfabetismo afetivo e emocional.

E no meio dessa beleza toda, pode acontecer também de haver abuso físico, abuso emocional e até abuso sexual.

O adulto que deveria proteger as crianças:

  • ou é o abusador
  • ou nega o problema.

E por quê alguém negaria um problema tão sério?

Codependência

A resposta é porque essa pessoa está sofrendo de codependência.

Sabe o cara problemático abusivo que é transtornado, ou alcoólatra, ou drogado e a mulher fica com ele porque acredita que ele vai mudar ou que ela precisa cuidar dele senão ele vai degringolar de vez? Aí o que ela faz? Acaba se anulando em prol “do bem” do problemático.

Pois é! Isso é co-dependência.

Esse trecho do Wikipedia explica bem: “o codependente acredita que sua felicidade depende da pessoa que tenta ajudar, e assim se torna dependente dele emocionalmente, procurando ajudá-lo seja sendo excessivamente tolerante e compreensivo com os abusos do outro, seja sendo excessivamente controlador, perfeccionista e autoritário.”

E num lar, isso é catastrófico.

Aconteceu comigo. Eu sofri abusos psicológicos, físico e até sexual do meu pai. Lembrando que ABUSO SEXUAL NÃO PRECISA TER ESTUPRO, tá. Pra saber o que caracteriza abuso sexual infantil assista a esse curto episódio do Ana TV – Saúde da Mente:

E no  meio daquela confusão familiar eu desenvolvi uma relação de proteção com a minha mãe. Ela era minha heroína admirável e intocável.

Mamãe é só um Ser Humano

Então olhar para os erros da minha mamãe era como decepar pedaços do meu corpo. E a cada momento que eu arrancava um dedo na terapia, doía demais e eu queria parar.

Sentia culpa e vontade de interromper o processo terapêutico que estava me fazendo olhar a verdade por trás do verniz da família “amorosa” e “incrível” que havíamos forjado.

Criança ferida

Pra insistir nesse processo doloroso estudei muito e descobri que a criança que fomos influencia sim no adulto que somos hoje, não só psicologicamente, mas fisicamente.

Abusos e lar disfuncional causam marcas no cérebro, é isso que diversos estudos científicos já comprovaram.

Desses estudos, o que mais me chamou a atenção foi o do Dr. Martin Teicher, Professor Associado de Psiquiatria na prestigiada Escola de Medicina de Harvard.

Ele e sua equipe descobriram que abusos físicos, emocionais, sexuais e negligência reduzem certas áreas do cérebro e que as partes cerebrais relacionadas a emoção e atenção tem suas atividades diminuídas.

Os pacientes com histórico de abusos sexuais e VERBAIS mostraram ter um fluxo sanguíneo menor numa parte do cérebro chamada de vermis cerebelar. Esse tal de vermis não é coisa do Mussum não, cacildis!

abuso infantil e o cérebro

Esse vermis cerebelar ajuda as pessoas saudáveis a manter o equilíbrio emocional, mas naqueles com histórico de abusos essa função estabilizadora pode ficar prejudicada.

E o pior, os estudos do Dr. Teicher mostraram que pessoas que sofreram abusos na infância tem mais tendência suicida.

Você pode pensar:Vixe, então meus pais/criadores me fuder@m pra vida toda! “. NÃO! A neurociência já mostrou que temos a capacidade de regenerar nosso cérebro com diversas práticas terapêuticas.

Por isso que eu me curei da depressão, ansiedade, pânico, fobia social, compulsão alimentar e todos os transtornos da cachola que tive.

A Conduta médica

Qual conduta médica vai melhorar o tratamento da depressão, da ansiedade dos transtornos mentais em geral?

A conduta de orientar sobre o elefante na sala, pois isso vai evitar que o paciente seja esmagado por ele.

Afinal, para muitos sofredores de transtornos mentais as causas estão na infância e a solução está em saber disso pra receber um tratamento adequado, como a Medicina Integrativa propõe.

elefante na sala

É isso lindeza, e agora me diga nos comentários logo abaixo desse post:

Você tem culpa de olhar os erros de quem te criou? Você já sabe porque adoeceu? Você sofreu abusos? Seus médicos já te perguntaram sobre seu histórico familiar?

Me conta sua experiência nos comentários abaixo, lembre que aqui já somos uma comunidade onde pessoas vem buscar conforto, conhecimento e inspiração, logo sua vivência pode ser exatamente o que alguém precisa pra se sentir confortado e compreendido.

IMPORTANTE: compartilhe seus pensamentos e experiência diretamente nos comentário. Links para outros posts, vídeos, etc, serão deletados porque são identificados como spam.

Gracias por nos visitar!

E lembre que bost#@s acontecem na vida, faz parte e você não tem controle sobre isso. Mas você pode controlar o modo de encarar essa merd#@ toda. Eu te convido a usá-la como adubo para seu crescimento interno, topa o desafio?

Foto médico: Divanir4a - Young Doctor Photo
Ilustração: Alexandre Ono
Fotos: Montagem Zueira de ET
Foto Elefante: divulgação - Banksy’s stenciled elephant from “Barely Legal,” 2006.

Transcrição da palestra:  – “Como traumas de infância afetam nossa saúde ao longo da vida” Dra Nadine Burke Harris

0:11 “Em meados da década de 1990, o CDC e a Kaiser Permanente descobriram um tipo de exposição que aumentou drasticamente o risco de sete das dez principais causas de morte nos Estados Unidos. Em altas doses, ela afeta o desenvolvimento do cérebro, o sistema imunológico, o sistema endócrino e até a forma como o nosso DNA é lido e replicado.

Pessoas expostas a doses muito altas têm três vezes mais risco de morrer de doenças cardíacas e de câncer de pulmão e têm uma redução de 20 anos em sua expectativa de vida.

E ainda hoje, os médicos não são preparados para exames de rotina e tratamento para ela. A exposição a que me refiro não é a um pesticida ou a um químico contido em embalagens, mas a traumas de infância.

1:05 Certo. De que tipo de trauma estou falando aqui? Não estou falando de ir mal em uma prova ou perder uma partida de basquete.

Estou falando de ameaças tão graves e penetrantes que literalmente infiltram-se em nosso corpo e mudam nossa fisiologia: coisas como violência e negligência, ou ser criado por pais que sofrem de alguma doença mental ou de dependência química.

1:30 Bem, por muito tempo, eu via essas coisas da forma como fui ensinada e vê-las: ou como um problema social — encaminhar ao serviço social — ou como um problema de saúde mental — encaminhar ao serviço de saúde mental.

Então, algo aconteceu e me fez repensar toda a minha abordagem. Ao terminar minha residência, eu queria ir aonde realmente precisassem de mim, aonde eu pudesse fazer diferença.

Então, fui trabalhar no Califórnia Pacific Medical Center, um dos melhores hospitais particulares do norte da Califórnia, e juntos abrimos uma clínica em Bayview-Hunters Point, uma das regiões mais pobres e carentes de São Francisco.

Mas, antes disso, só havia um pediatra em toda Bayview, para atender mais de 10 mil crianças. Então, abrimos um consultório particular e oferecemos atendimento de primeira,mesmo a quem não podia pagar.

Era muito legal e o nosso alvo eram as disparidades de saúde típicas: acesso a saúde, taxas de imunização, taxas de hospitalização de asmáticos, e tivemos ótimos resultados em todos. Ficamos muito orgulhosos.

2:44 Mas aí comecei a notar uma tendência preocupante. Diversas crianças estavam sendo encaminhadas a mim com TDAH, ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, mas quando eu fazia todos os exames e analisava todo o histórico delas, eu descobria que, a maioria dos meus pacientes não podia receber um diagnóstico de TDAH.

A maioria das crianças que eu recebia havia passado por tantos traumas graves que eu sentia que outra coisa estava acontecendo. De alguma forma, eu estava deixando passar algum detalhe importante.

3:20 Antes de fazer minha residência, fiz um mestrado em saúde pública, e uma das coisas que você aprende na escola de saúde pública é que, se você é médico e vê 100 crianças que bebem todas do mesmo poço e 98 delas apresentam diarreia, você pode, sem hesitar, prescrever diversas doses de antibióticos, ou você pode ir até lá e perguntar: “Que diabos há com este poço?”

Então, comecei a ler tudo que eu podia sobre como a exposição a adversidades afeta o cérebro e o corpo em desenvolvimento dessas crianças.

3:58 Então, um dia, um colega entrou em meu consultório e disse: “Dra. Burke, você já viu isso?” Ele tinha nas mãos uma cópia de uma pesquisa chamada de Estudo de Experiências Adversas na Infância. Aquele dia mudou minha prática clínica e, por fim, minha carreira.

4:23O Estudo de Experiências Adversas na Infância é algo que todos precisam conhecer. Ele foi conduzido pelo Dr. Vince Felitti na Kaiser, e pelo Dr. Bob Anda no CDC. Juntos, eles perguntaram a 17.500 adultos sobre seu histórico de exposição àquilo que chamaram de “experiências adversas na infância”, ou EAI, que incluem violência sexual, física ou emocional; negligência física ou emocional; doenças mentais, dependência química ou prisão dos pais; separação ou divórcio dos pais; ou violência doméstica.

Para cada “sim”, você recebia um ponto no seu quadro de EAI. Então, eles correlacionaram as pontuações de EAI e os resultados na saúde.

O que eles descobriram foi impressionante. Duas coisas: primeiro, as EAIs são incrivelmente comuns. 67% da população tinha pelo menos uma EAI, e 12,6%, uma em cada oito, tinha quatro ou mais EAIs.

A segunda coisa que descobriram foi que havia uma relação dose-reação entre as EAIs e os resultados na saúde: quanto maior a pontuação de EAI, piores os resultados na saúde.

Para uma pessoa com uma pontuação de EAI de quatro ou mais, o risco relativo de doença obstrutiva crônica dos pulmões era 2,5 vezes maior que o de alguém com uma pontuação zero de EAI. Para hepatite, também era 2,5 vezes maior.

Para depressão, era 4,5 vezes maior.Para o suicídio, era 12 vezes maior. Uma pessoa com uma pontuação de EAI de sete ou mais, tinha três vezes mais risco de morrer de câncer de pulmão e 3,5 vezes mais risco de isquemia cardíaca, a principal causa de morte nos Estados Unidos.

6:29 Bem, é claro que faz sentido. Alguns viram esses dados e disseram: “Qual é! Se você tem uma infância difícil, fica mais propenso a fumar, beber e fazer diversas coisas que vão arruinar sua saúde. Isso não é ciência. É apenas comportamento ruim”.

6:49 Mas é exatamente aí que a ciência entra. Hoje entendemos mais do que nunca como a exposição precoce às adversidades afeta o desenvolvimento do cérebro e do corpo das crianças.

Afeta áreas como o núcleo accumbens, o centro de prazer e de recompensa do cérebro, que está envolvido no processo de dependência química. Ele inibe o córtex pré-frontal, necessário para o controle de impulso e da função executora, uma região crucial para o aprendizado.

E, em ressonâncias magnéticas, vemos mudanças significativas na amígdala, o centro de reação ao medo do cérebro. Então, há de fato razões neurológicas por que pessoas expostas a altas doses de adversidade são mais propensas a apresentarem comportamento de alto risco, e é importante saber isso.

7:43 Mas ocorre que, mesmo que você não adote comportamentos de alto risco, ainda será mais propenso a desenvolver doenças cardíacas ou câncer. O motivo tem a ver com o eixo hipotálamo-pituitário-adrenal,o sistema de reação ao estresse do corpo e do cérebro, que comanda nossa reação de “luta ou fuga”.

Como ele funciona?

Bem, imagine que você está caminhando em uma floresta e avista um urso. Imediatamente, seu hipotálamo envia uma sinal à sua glândula pituitária, que envia um sinal à sua glândula adrenal que diz: “Liberar hormônios do estresse! Adrenalina! Cortisol!”

Então, seu coração começa a acelerar, suas pupilas se dilatam, suas vias aéreas se expandem e você fica pronto tanto para lutar com o urso quanto para correr dele. E isso é maravilhoso, se você estiver numa floresta e avistar um urso. (Risos)

Mas o problema é o que acontece quando o urso aparece toda noite e esse sistema é ativado repetidas vezes, deixando de ser adaptável, ou de salvar a vida, para ser mal adaptado, ou prejudicial à saúde.

As crianças são especialmente sensíveis a essa ativação repetitiva por estresse, porque seu cérebro e corpo ainda estão se desenvolvendo.

Altas doses de adversidade não apenas afetam a estrutura e as funções cerebrais, mas também o sistema imunológico em desenvolvimento, o sistema endócrino em desenvolvimento e até a forma como nosso DNA é lido e replicado.

9:31 Para mim, esta informação lançou pela janela o que eu havia aprendido, porque, quando entendemos o mecanismo de uma doença, quando sabemos não apenas que partes estão danificadas, mas de que forma, é nossa função, como médicos, usar essa ciência para a prevenção e o tratamento. Esse é o nosso trabalho.

9:53 Em São Francisco, criamos o Centro para o Bem-estar da Juventude para prevenir, diagnosticar e curar o impacto das EAIs e do estresse tóxico.

Começamos apenas com exames de rotina em todas as nossas crianças, em suas consultas de rotina, porque sei que, se minha paciente tem uma pontuação quatro de EAI, ela é 2,5 vezes mais propensa a desenvolver hepatite ou DOCP, ela é 4,5 vezes mais propensa a ficar deprimida e ela é 12 vezes mais propensa a tirar a própria vida que meus pacientes com pontuação zero de EAI. Eu sei disso quando ela está em meu consultório.

Para os pacientes que apresentam resultado positivo, temos uma equipe multidisciplinar que atua para reduzir a dose de adversidade e tratar os sintomas com as melhores técnicas, que incluem visitas domiciliares, coordenação de cuidados, assistência psiquiátrica, nutrição, intervenções holísticas e, sim, medicação quando necessário.

Também instruímos os pais sobre o impacto das EAIs e do estresse tóxico da mesma forma como se ensina sobre fechar tomadas elétricas e sobre envenenamento por chumbo, e adaptamos os cuidados com nossos asmáticos e diabéticos de forma a reconhecer que talvez eles precisem de um tratamento mais agressivo, dadas as mudanças em seus sistemas endócrino e imunológico.

11:16 Outra coisa que acontece quando entendemos essa ciência é querermos gritá-la aos quatro cantos, porque esse não é um problema só das crianças de Bayview.

Eu percebi que, logo que todos tomassem conhecimento disso, haveria exames de rotina, equipes de tratamento multidisciplinares e haveria uma corrida para os protocolos mais eficazes de tratamento clínico.

Pois é. Não foi assim que aconteceu. E foi um grande aprendizado para mim.

Aquilo que pensei ser simplesmente a melhor prática clínica, hoje entendo ser um movimento. Nas palavras do Dr. Robert Block, ex-presidente da Academia Americana de Pediatria, “As experiências adversas na infância são a maior ameaça à saúde pública não combatida que nossa nação enfrenta hoje”.

E, para muitas pessoas, esse é um panorama terrível. A escala e o alcance do problema parecem tão grandes que parece dificílimo pensar em como iremos lidar com isso.

Mas, para mim, é aí que mora a esperança, porque, quando tivermos a estrutura correta,quando reconhecermos isso como uma crise de saúde pública, poderemos então usar as ferramentas certas para gerar soluções.

Do fumo, ao envenenamento por chumbo, ao HIV/AIDS, os Estados Unidos na verdade têm um histórico bem forte de enfrentamento de problemas de saúde pública, mas repetir esse histórico de sucesso com as EAIs e com o estresse tóxico exigirá determinação e comprometimento, e ao observar a reação de nossa nação até agora, eu me pergunto: “Por que ainda não levamos isso mais a sério?”

13:14 Sabe, no início eu achava que não dávamos importância à questão por não se aplicar a nós, que era um problema daquelas crianças e dos lugares onde vivem, o que é estranho, porque os dados não mostram isso.

O estudo original das EAIs foi realizado com uma população em que 70% eram brancos, 70% tinham nível superior.

Mas, depois, ao conversar mais com as pessoas, comecei a achar que talvez eu tivesse feito tudo ao contrário. Se eu perguntasse quantas pessoas nesta sala foram criadas com um familiar que tinha alguma doença mental, aposto que algumas levantariam a mão.

E se eu perguntasse quantos tiveram pais que bebiam demais ou que acreditavam que se você não bate na criança você a estraga, aposto que mais algumas pessoas levantariam a mão.

Mesmo nesta sala, esse problema atinge muitos de nós, e começo a acreditar que não damos importância a esse problema porque ele de fato se aplica a nós. Talvez seja mais fácil enxergá-lo em outras regiões porque não queremos encará-lo. 

Preferimos ficar doentes.

14:32 Felizmente, avanços científicos e, honestamente, realidades econômicas tornam essa opção menos viável a cada dia. A ciência é clara: adversidades na infância afetam drasticamente a saúde ao longo da vida.

Hoje, estamos começando a entender como interromper a progressão da adversidade na infância para a doença e a morte precoce e, daqui a 30 anos, a criança que tiver uma pontuação alta de EAI, cujos sintomas de comportamento não forem diagnosticados, cujo controle da asma não estiver correlacionado e que acabe desenvolvendo hipertensão e doença cardíaca e câncer precocemente será tão incomum quanto alguém com uma sobrevida de seis meses para o HIV/AIDS.

As pessoas verão essa situação e dirão: “Que diabos aconteceu?”.

Isso é tratável. É possível combatermos isso.

A coisa mais importante de que precisamos hoje é a coragem de encarar esse problema de frente e reconhecer que ele existe e que afeta todos nós.

Acredito que nós somos o movimento. Obrigada. (Aplausos)”


Categorias: Cura

Ana Maria Saad

Te ajudo a vidar e não só sextar através do Método Rituario (Ritual Diário de DETOX MENTAL). Aprenda a meditar mesmo se sua mente não para 👽

15 comentários

Cláudio · 13 de maio de 2016 às 15:50

Apanhei muito do meu irmão mais velho, assim como fui tratado como um ser inútil perante a vida e a sociedade. Na escola, a mesma coisa. O pior é que me convenci de que era mesmo um fracassado e covarde. Agora, na idade adulta, “como o pão que o diabo amassou”. O que fazer? Parabéns pelo site.

    Mariana Bottan · 10 de junho de 2016 às 16:23

    Cláudio, meu amor, o único caminho é nos curarmos destas feridas da infância. Elas deixam marcas muito profundas. Vc se sentir assim é apenas reflexo do modo como foi tratado. Mas tem jeito. Busque terapias que tratem o ser humano como um todo. Autoconhecimento é o único remédio!

    Nesta pag tem mt informação pra te ajudar. Os itens 2 e 8 te ajudarão principalmente.
    Qlquer dúvida nos escreva e obrigada por seu carinho! Força, estamos juntos
    Veja: http://www.anamariasaad.com.br/guia-vencer-a-depressao-e-ansiedade-panico/

Claudio · 23 de fevereiro de 2016 às 13:12

Olá Ana!
Minha primeira vez neste forum. Li os 11 comentários dos membros e de certa forma me identifico com vários deles. Minha história é muito longa e procurarei descrevê-la aos poucos, ao longo do tempo, pois senão tornará enfadonha. Inicialmente abordaremos minha infância: Pior que a minha, acho que será difícil encontrar outra por aqui. Vim de um “Lar” completamente disfuncional, nível de pobreza abaixo da linha da miséria, alcoolismo, agressão física e emocional, vergonha, lar itinerante (nunca morei mais do que um ano no mesmo bairro até completar 20 anos, quando fui morar sozinho. Portanto, não construi amizades. Não conheço ninguém. Não sou amigo de ninguém). Em fim, hoje, mais de vinte anos após minha “alforria” (quando sai de casa para pouco depois me casar) colho os frutos da minha infância “maravilhosa” com ganhos expressivos de Depressão, Fobia (más é FOBIA mesmo) social, Pânico, isolamento, divórcio e outras coisas “indispensáveis” à infelicidade humana. Nos falaremos de novo. Maravilhoso este forum, bem como seu trabalho, pois aqui vi que não sou o único “sorteado” neste Cosmo. Um grande e respeitoso abraço!

    Ana Maria Saad · 14 de março de 2016 às 10:49

    Olá Cláudio, obrigada pelo carinho. Sim, infelizmente os abusos na infância e o lar disfuncional são uma realidade esmagadora no Brasil. E isso é grande causa dos adoecimento. Primeiro ponto: parabéns, vc já sabe porque adoeceu. Agora o segundo ponto: vc não está condenado a esta infância e vida de merda pq viveu traumas no passado. A todo momento podemos nos transformar, basta ter acesso às ferramentas certas e ter esta disposição interior de encarar tudo isso.
    Então veja estes vídeos abaixo e se achar que a ONG pode te auxiliar, volte a nos escrever, ok?
    E força, com conhecimento e ação vc conseguirá tudo!
    https://www.youtube.com/watch?v=G2U2Y_f9L8g
    http://www.anamariasaad.com.br/cura-da-depressao-bipolaridade-borderline-etc/

bethf · 20 de janeiro de 2016 às 15:08

pai bebia mto jogada e tinha mulheres vi minha mae sofre mto ate que acabou conm sua fortuna e passaos fome batia na minha mae irmaos tinha que bater bele eu morria ee quebrava tudo eu morria de vergnha da vozinhamnça. hoje desenvolvi sindrome panico estou mal e chorando agoran , meus irmaos sao bipolares e nao tem conhecimento. Minha irma me agride por nada sustentei ela 20 anos e ingrata irmao tbem. eu nao quero mais viver formada em letras morei 9 anos ca San Francisco fazendo pos , depois panico em junho agora estou assutada e perdi a vontade de viver. irmao, irmas so me procuram qdo precisam de dinheiro dou duro danado pra ganhar meu dinheirino eu quro morrerrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

    Ana Maria Saad · 29 de janeiro de 2016 às 16:40

    Oii Beth, vc ano quer morrer, só que por fim a esse sofrimento. é duro uma família disfuncional, ela é a origem de mt coisa. então se vc quer melhorar, vamos procurar a solução e as terapias que existem. Se inscreva aqui e se achar que a ONG pode te ajudar volte a escrever. Existem solução, mas precisamos buscar fazer diferente, nao espere dos outros mais do que eles podem te dar, seja vc a pessoa que busca fazer da sua vida algo melhor. se inscreva aqui: anamariasaad.com.br/inscreva.
    beijos e força!

Cláudia · 3 de janeiro de 2016 às 14:32

Ana,
Você é guerreira e fez da sua história triste uma vida de LUZ, um exemplo de luta e superação para cada um de nós. Gratidão por compartilhar. Isso dá força para mim, dá esperança. Quero seguir sua história e absorver e praticar os seus ensinamentos. Mais uma vez GRATIDÃO e LUZ.

    Ana Maria Saad · 7 de janeiro de 2016 às 20:00

    Eita que delicia ler essa mensagem Claudia!

    foi como um abração gotoso, um uta!

    Amada, va com tudo, ganhe conhecimento, bote em pratica, caia, levante, mas jamais duvide da sua capacidade de cura e de criar a vida incrivel que vc merece.

    vamos juntas!

    bjokaaaaaaaaaaa

Lucilene · 1 de dezembro de 2015 às 10:37

Fui seduzida por um homem 21 anos mais velho aos 13 anos,onde ele me iludiu com promessas de casamento e outras coisas.Alem de mim,tambem seduziu outras tres adolecentes com eu ,e ficava brincando com agente.Duas d.e nos cresceu sem pai e fomos negligenciadas por nossos parentes.O pior q e eu fiquei gravida,cometi muitos erros devido a paixao q sentia,ou dependencia emocional .Ele nao assumiu a criança .Ate me disse q nao queria nem saber.Por alguns anos eu nao tinha conciencia de ter sido abusada,mas me sentia com muita raiva dele.Ate q entendi q fui abusada e entao minha vida se tornou um inferno.Nao durmo direito,nao consigo contermeu nervosismo,tenho fobia social,sou isolada,e quando me casei,no mesmo dia entrei em depressao.Agora tenho medo de ter mais um filho e ter depressao pos parto.Me sinto uma desgraçada por ter acontecido isso comigo,preferia ter morrido ou nunca ter nascido.

    Ana Maria Saad · 4 de dezembro de 2015 às 17:05

    Meu amor,

    vc foi vitima! e toda vitima de abuso se sente culpada e acaba destroçada psicologicamente.

    por isso vc precisa de ajuda profissional.

    pegue esse guia gratuito pra saber que ajuda buscar: http://www.anamariasaad.com.br/inscreva

    vc pode curar essas feridas!

    torcendo por ti!!!

Rms · 8 de outubro de 2015 às 22:23

Quantas informações valiosas! Tenho ansiedade e depressão. Sofri traumas emocionais por parte do meu pai, um homem extremamente controlador, machista e que também tinha transtornos emocionais. Uma hora ele era o melhor pai que alguém poderia desejar, muito carinhoso. Mas bastava eu me atrasar na volta da escola ou demorar um pouco mais na rua, que o terror se instalava. Gritos, desconfiança, discussão com a minha mãe que tinha que ficar calada. Eu e minha mãe nos tornamos codependentes dele. Foi assim desde a idade escolar, mas somente na adolescência, por volta dos 12 anos, percebi que tinha palpitações, boca seca, suor frio, tremores. Acostumei a viver alerta para chegar na hora certa em casa. Se meu ônibus ficasse parado num engarrafamento, começava o meu pânico. Quando eu tinha 20 anos, uma briga séria fez com que meu pai parasse de frequentar a casa do meu irmão, seu próprio filho.Eu tinha que ir com a minha mãe para a casa do meu irmão, para que ela pudesse ver o filho e os netos. Esse rompimento me fez muito mal e eu já dava sinais de depressão. Nem sei como consegui terminar a faculdade. O dia da minha formatura foi um dos piores da minha vida. Mas estou sorrindo nas fotos. Tornei-me profissional em disfarçar meu sofrimento. Até que a depressão se agravou e eu não conseguia mais sair da cama. Pensei em suicídio várias vezes. Hoje, psicoterapia cognitivo-comportamental, meditação, Yoga, bioenergética e utilizo as técnicas do EFT e Ho’oponopono. Meu pai também está se tratando e hoje nos relacionamos bem. Foi um longo aprendizado para nossa família. São 16 anos de luta contra os transtornos, mas somente a um ano conheci todas essas técnicas graças ao dia em que resolvi pesquisar no Youtube e achei um vídeo da Ana sobre ansiedade e depressão. Antes, só me tratava com medicina convencional e remédios. Hoje, estou muito melhor e rumo a cura! Gratidão!

    Ana Maria Saad · 9 de outubro de 2015 às 13:12

    Bela que depoimento lindo!!!

    gratidão por compartilhar e parabens pela sua busca!!!

    vc é uma guerreira que ta no caminho da saude, que incrivel!!!!!!!

    bjokaaaaa

      Rms · 9 de outubro de 2015 às 21:55

      Considere-se minha fada madrinha nesse caminho, Ana! Muita saúde para você! Beijo!

Carol Façanha · 8 de outubro de 2015 às 20:33

Perfeito! Adorei Ana… Mto esclarecedor e mto motivador a procurar sempre os melhores caminhos de tratamento!

    Ana Maria Saad · 9 de outubro de 2015 às 13:04

    Valeu Carol, incentivos como o seu que nos fazem continuar com o trabalho de esclarecimento!

    bjokaaaaaa e grata

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